Cirurgia plástica e a recuperação da autoestima

02/08/2016
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Entrar num consultório de Cirurgia Plástica pode não ser uma atitude radical como muitos pensam. A conversa com um Cirurgião Plástico nem sempre leva o paciente a uma mesa de cirurgia. A partir de critérios técnicos, o profissional avalia caso a caso, com base nas expectativas e características gerais do paciente, indicando o tratamento mais adequado, de forma a encurtar o tempo de exposição a complexos, de evitar esperanças frustradas e até mesmo a perda de tempo e dinheiro. A solução, às vezes, pode ser mais simples do que se imagina. Mas, por medo ou timidez, muitos ainda sofrem por bastante tempo com problemas que podem ser de fácil resolução.

Médico Cirurgião especializado em Cirurgia Crânio-maxilo-facial pela Beneficência Portuguesa (RJ) e Cirurgia Plástica na Escola do respeitado cirurgião plástico Ivo Pitanguy (RJ), o Doutor Janes Depizzol explica que “o foco da Cirurgia Plástica é promover o bem-estar e recuperar a autoestima das pessoas”, independente do procedimento, seja ele estético ou reparador, simples ou complexo. Seja qual for o motivo que tenha gerado a necessidade (envelhecimento, perda de peso, gravidez, características genéticas ou outros), a cirurgia plástica é igualmente importante para auxiliar no restabelecimento do equilíbrio entre corpo e mente.

No entanto, o Dr. Janes Depizzol pontua que “a Cirurgia Plástica não substitui os hábitos de uma vida saudável, como boa alimentação e prática regular de exercícios físicos. Ela maximiza os resultados”. De igual forma, os muitos procedimentos estéticos (ou não cirúrgicos) existentes atuam complementarmente à Cirurgia Plástica. “É importante ter um profissional orientando o momento de decidir por um ou pelo outro. Em determinadas ocasiões, a indicação mais acertada é a cirurgia; em outras, os procedimentos não cirúrgicos; de maneira que elas são sequência uma da outra”, elucida o Doutor. Exemplo disso são os resultados significativos de certos procedimentos não cirúrgicos faciais na faixa dos 35, 40 anos de idade. Mas, à medida que o tempo passa, os efeitos se tornam insuficientes, até que chega a hora da cirurgia.
 
Sociedade
Os valores sociais influenciam diretamente o cotidiano das pessoas. Muitas vezes, potencializados pelo apelo da mídia, chegam a ser a única razão de certas atitudes. A busca pela aceitação social é o grande fator motivador dos pacientes que procuram a Cirurgia Plástica. O medo do envelhecimento, por exemplo, induz muitas pessoas a procurar a Cirurgia Plástica no anseio de uma aparência sempre jovem para manter uma imagem de vitalidade e credibilidade. Já entre os mais jovens, o desejo pela inserção no grupo tem levado meninas a procurarem cada vez mais os procedimentos de implantes mamários. Na visão do Dr. Janes, desde que a relação se mantenha no patamar de equilíbrio, saudável, não há problemas. “É importante evitar padrões pré-estabelecidos. Na Cirurgia Plástica não é ideal que sejam impostas regras, mas que todas as decisões sejam tomadas singularmente. O médico tem a função de auxiliar o paciente na orientação para alcançar a harmonia do corpo, evitando excessos e as situações inadequadas”, pondera. Entender as características do próprio biotipo e evitar modismos inapropriados ao seu caso são dicas importantes.

Assim como não existem padrões procedimentais impostos na Cirurgia Plástica, também não há limites de idade. “A cirurgia pode ser realizada em pacientes de 6 meses, por exemplo, até idades bem avançadas. O que determina é a necessidade de cada um”, exemplifica Dr. Janes Depizzol. No entanto, a espera pelo desenvolvimento do órgão a ser operado é essencial. Na infância, é muito comum a correção da orelha em abano. Nos jovens, são a lipoaspiração, a colocação ou retirada de mama e correção de deformidades do nariz, devido ao desejo da aceitação social. Após os 30, em geral, com a maternidade, se intensificam as cirurgias de reparação, como as plásticas de mama e abdômen. Já com o passar da idade, na busca pela preservação da juventude, são as cirurgias de pálpebra e face. Na contramão, a cirurgia reparadora pós-emagrecimento (na maioria, em pacientes provindos da cirurgia de redução de estômago) não é típica de qualquer faixa etária, reforçando a ideia da inexistência de determinação de limites à Cirurgia Plástica.
Embora sejam as mulheres a grande clientela da Cirurgia Plástica no Brasil – segundo colocado no mundo em plásticas realizadas -, os homens têm procurado cada vez mais esta modalidade. Os procedimentos mais solicitados por eles são pálpebra, face, ginecomastia (correção do aumento do peito do homem) e orelha em abano.

Importante é ter em mente que, além dos benefícios, a Cirurgia Plástica também possui seus riscos, como qualquer outro procedimento cirúrgico. Mas eles podem ser bastante minimizados com a escolha acertada do médico e do acompanhamento antes, durante e após a cirurgia, levando o paciente a ter mais segurança e conforto. Antes do procedimento, é essencial que todas as dúvidas sejam esclarecidas e que o médico considere as expectativas do paciente, conduzindo as escolhas adequadamente e evitando a frustração posterior. No pré-operatório é necessária uma avaliação geral da saúde do paciente, o que contribuirá para amenizar os riscos da cirurgia. Também, o local da realização do procedimento deve ser adequado ao tipo e porte da cirurgia.  Tão importante quanto os cuidados anteriores, o pós-operatório deve ser seguido conforme prescrito pelo médico, para que o resultado final não seja comprometido. Repouso e uso de medicamentos e curativos são questões básicas a serem seguidas. E, claro, um pouco de paciência até o resultado final chegar.

Então, vão algumas dicas do Dr. Janes Depizzol para quem se interessou e deseja encontrar um bom profissional para auxiliar nesta busca pela melhora da autoestima e mais qualidade de vida:
- Procurar no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) se o profissional é registrado e se é membro especialista em Cirurgia Plástica.
- Procurar indicação de conhecidos que já fizeram Cirurgia Plástica e que tiveram um bom resultado.
- Perguntar se o local da cirurgia possui estrutura adequada ao tipo de procedimento a ser realizado.
- Nunca esqueça, é fundamental haver confiança e empatia entre médico e paciente.
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